A maioria das pessoas não acorda pronta para amar os não alcançados. O compaixão geralmente cresce devagar. Silenciosamente. Em lugares que não esperamos. E raramente começa com estatísticas ou estratégias. Começa com tempo passado com Jesus.
Compaixão é formada, não forçada
Não se pode fabricar amor por pessoas que você nunca conheceu. Você pode aprender fatos, entender a necessidade e até concordar que a missão importa. Mas o verdadeiro compaixão, aquele que toca o coração, não pode ser forçado. Ele é formado.
A Escritura mostra que ele sempre flui da proximidade com Deus, não da pressão das pessoas. Jesus modelou isso perfeitamente:
Mateus 9:36 (NVI-BR)
“Vendo as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.”
Jesus não decidiu simplesmente sentir compaixão. Ele viu as pessoas, e seu coração respondeu. A intimidade com o Pai moldou sua visão.
Estar com Jesus muda o que percebemos
O tempo com Ele transforma o que chama nossa atenção. No início, notamos nossas próprias necessidades, medos e perguntas. Com o tempo, começamos a perceber:
- Pessoas à margem da sociedade
- Histórias além do nosso mundo
- Lugares que o evangelho ainda não alcançou
Não porque somos instruídos a nos importar, mas porque nossos corações começam a se tornar mais como o Dele. A compaixão muitas vezes cresce na oração, não na busca ativa.
Jesus suaviza o que protegemos
Todos nós protegemos nossos corações contra sobrecarga, decepção e problemas que não podemos resolver. Mas Jesus não nos envergonha por nossos limites; Ele expande suavemente nossa capacidade de amar.
Ezequiel 36:26 (NVI-BR)
“E lhes darei um coração novo e porei em vocês um espírito novo.”
Isso inclui como sentimos em relação a pessoas que nunca conhecemos. Deus desenvolve compaixão suavizando-nos, não através da culpa.
Compaixão vem antes da vocação
Frequentemente, Deus desperta compaixão antes de esclarecer a vocação. Você pode se sentir atraído por uma região, um grupo de pessoas ou um tipo de injustiça. Isso não significa automaticamente que você deve ir, mas pode significar que Deus te convida a orar, aprender ou carregar algo em Seu nome. A compaixão é muitas vezes o solo onde a vocação cria raízes.
Pessoas, não projetos
Um perigo na missão é transformar os não alcançados em conceitos, em vez de pessoas. O tempo com Jesus corrige isso:
- Rostos substituem números
- Nomes substituem categorias
- Histórias substituem estatísticas
Começamos a ver as pessoas como Jesus as vê, indivíduos que Ele ama profundamente. A compaixão mantém a missão relacional, não mecânica.
Um convite simples
Se seu coração não sente muito pelos não alcançados, não significa que algo está errado. Deus pode estar apenas formando essa parte do seu coração. A compaixão cresce no ritmo do relacionamento.
Passe cinco minutos em silêncio com Jesus hoje e pergunte: “Jesus, ajuda-me a ver as pessoas como Tu as vês.”
Não force um sentimento. Não apresse o processo. Apenas sente-se com Ele. A compaixão pelos não alcançados não começa indo longe, começa ficando perto.
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